Foi nesse dia 20 de Fevereiro de 2010 que uma vez mais, na Madeira, a história foi escrita por um aluvião. Traiçoeiro, violento, rápido – de pouco tempo precisou para inundar a ilha, desabando toneladas de lama e pedra sobre casas, ruas, ribeiras, gente. Gente que perdeu o que tinha. Gente que perdeu a sua gente. A escrita deste trabalho é particularmente dedicado à cidade do Funchal, mas não deixa de abordar outros locais igualmente atingidos no concelho da Ribeira Brava. Resulta de uma interpretação crítica de acontecimentos passados e presentes, e reflete sobre a procura de novos caminhos. Não se esgota, nestas folhas, a solução dos problemas, mas se puder ser um contributo para avaliar realidades e corrigir erros, já terá merecido a pena escrever.
São arte antiga as técnicas de fuga aos credores por parte dos devedores que hoje bem podem ser um qualquer cidadão anónimo, empresa, governo central, regional, autarquia. A realidade não mudou muito quando comparada com o século XIX, altura em que esta obra foi publicada pela primeira vez.
Este é um manual com a caraterização dos vários tipos de dívida e com exemplos práticos de como, por exemplo, contornar as visitas desagradáveis dos seus credores. Um espelho da sociedade de outros tempos que bem poderia ser o nosso.
«O credor número três (o proprietário da casa, por exemplo) vem fazer-lhe uma visita, e aproveita esta ocasião para apresentar-lhe a fatura do aluguer. Olhe-o com um ar indeciso, acompanhado por um: É impossível! Ele afirma-lhe o contrário. Um homem sem aprumo discutiria com ele em relação ao valor do aluguer ou por uns dias de compreensão. Um homem que tem aprumo responde decidido: Oh, não!
Resumindo, graças ao aprumo, você domina a confiança, dá a imagem de um homem decidido e prudente.»
Este é um manual com a caraterização dos vários tipos de dívida e com exemplos práticos de como, por exemplo, contornar as visitas desagradáveis dos seus credores. Um espelho da sociedade de outros tempos que bem poderia ser o nosso.
«O credor número três (o proprietário da casa, por exemplo) vem fazer-lhe uma visita, e aproveita esta ocasião para apresentar-lhe a fatura do aluguer. Olhe-o com um ar indeciso, acompanhado por um: É impossível! Ele afirma-lhe o contrário. Um homem sem aprumo discutiria com ele em relação ao valor do aluguer ou por uns dias de compreensão. Um homem que tem aprumo responde decidido: Oh, não!
Resumindo, graças ao aprumo, você domina a confiança, dá a imagem de um homem decidido e prudente.»
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